Samara Sousa - Psicóloga Brasileira em Amsterdã, Holanda Samara Sousa - Psicóloga Brasileira em Amsterdã

Pais e a responsabilidade social

Autor: Samara Sousa por  Samara Sousa

Se queremos uma sociedade melhor, nós temos a responsabilidade social de criar filhos educados emocionalmente, empáticos e resilientes”, foi uma frase que ouvi em grupo de estudos e que fez muito sentido para mim. 
Acredito que todos os pais querem isso para o seus filhos, mas muitas vezes não conseguem enxergar que para isso acontecer, precisam de empenho e consistência. Investimento diário que trará maior parte dos resultados a médio e a longo prazo.
Numa sociedade em que vemos a intolerância, o desrespeito e abuso daqueles subjugado, pensar na nossa responsabilidade enquanto pais dessa forma, faz com que isso pese, eu sei. Mas também nos dá uma ponta de esperança.

Contas para pagar, vida corrida, estamos cansados, de maneira geral nossa geração e anteriores não foram educadas emocionalmente, nos falta repertório adequado e é difícil sair do piloto automático. Diante dessas e tantas outras justificativas, acabando deixando o tempo de qualidade de lado.
Mas como podemos fazer isso se para a criança aprender, ela precisa de exemplo, de suporte, de limites, de instrução, de tempo e de amor?  Isso ela não consegue sozinha, ela aprende quando existem adultos que se responsabilizam pela sua formação, que cometerão deslizes, mas que podem fazer um compromisso com si e com seu/sua filho/filha para serem melhores. 
Quando nos permitimos também ser aprendizes e exercitamos a humildade tendo clareza do nosso propósito, a criança nos olha com outros olhos, isso também é um exemplo para ela, de alguém que errou, mas que quer fazer diferente.

Se você tem agido de uma maneira que não é compatível com a qual você gostaria, pare e tente identificar o que dificulta que você faça diferente e comece a implementar pequenas mudanças no cotidiano até que elas fiquem mais naturais para você. 
Pequenas mudanças, gradativamente levam a grandes mudanças, mudando a nossa casa, podemos começar a mudar o mundo. Imagine se todo mundo entrasse nesse movimento?